Interesse por saúde mental está mais relacionado com isolamento do que número de óbitos por Covid-19

O aumento nas restrições à mobilidade tem o dobro de influência no crescimento das buscas por assuntos relacionados a saúde mental na internet brasileira do que o crescimento do número de óbitos causados por Covid-19. As mortes provocadas pela doença parecem ter tido impacto maior na procura por atendimento psiquiátrico e psicológico.

Estes são os destaques de uma análise linear de dados do Google Trends, feito pela Murabei com apoio da JeffreyGroup. As empresas participam do coletivo Covid Radar, que reúne mais de 40 organizações que coordenam esforços e compartilham dados para enfrentar os desafios da Covid-19 no Brasil. O estudo compara a evolução nas buscas desde fevereiro, comparando os resultados com os do mesmo período de 2019. Neste recorte, foram avaliados o crescimento das buscas por termos relacionados a saúde mental conforme cresciam o isolamento social e o número de mortes por Covid-19. Os termos foram divididos em três grupos de palavras-chave: cuidados, medicamentos e patologias.

No grupo relacionado a cuidados, nota-se um crescimento entre 100% e 150% nas pesquisas por termos como “receitas”, “vitaminas”, “meditação”, “instrumento musical”, “jardinagem” e “exercício físico”. Esse movimento teve forte correlação com as taxas de isolamento social e foi aparentemente pouco influenciado pelo número de óbitos. Por outro lado, as buscas por “psicólogo online” e “psiquiatra online” cresceram mais de 200%, impactas principalmente pelo isolamento social, mas também pela evolução do número de óbitos, o que pode refletir o interesse da população em buscar apoio especializado em momentos de luto.

Nos demais grupos, a influência predominante do aumento das restrições de mobilidade se mostra ainda mais clara. As buscas por medicamentos (“ansiolíticos” e “antidepressivos”) mais que dobrou desde que o isolamento social vem sendo aplicado. As pesquisas sobre patologias seguem a mesma tendência com a procura por “depressão” aumentando 50%; “transtorno mental”, “agorafobia” e “fobia social” crescendo 100%, e “ansiedade”, “medo”, “insônia” e “crises de pânico” elevando-se em 125%.

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