Índia tem maior taxa de crescimento diário de covid-19 na Ásia

Em novo levantamento, o Boston Consulting Group também revela os impactos socioeconômicos da pandemia e as medidas adotadas pelos países do continente

Com taxa de crescimento diário de 2,8%, a Índia é o terceiro país do mundo em número de casos confirmados de coronavírus, totalizando mais de 1 milhão de pessoas contaminadas até 17 de julho. De acordo com novo levantamento do Boston Consulting Group (BCG), o índice de crescimento na região é o maior dentre os países da Ásia afetados pela pandemia, com 59% das confirmações concentradas em três regiões: Delhi, a capital do país, com 13% dos casos, enquanto os estados de Maharashtras e Tamil Nadu concentram 30% e 16%, respectivamente. Além disso, o estudo também revela que 45% das ocorrências estão em grandes áreas urbanas do país: Delhi, Mumbai, Chennai, Thane e Pune.

Apesar de ter adotado medidas rígidas para controle da Covid-19, mais até que Brasil e alguns países da Europa, o país passou a apresentar a uma rápida evolução da doença depois do relaxamento de medidas de isolamento e reabertura de parte do comércio, como restaurantes e shoppings. As próximas fases de reabertura preveem o retorno de atividades escolares no mês de julho, enquanto viagens aéreas internacionais, aglomeração pública e abertura de bares permanecem sem data definida para retorno.

Análise realizada pelo BCG aponta que as características socioeconômicas da Índia tornam a contenção do vírus complexa. Apenas 40% da população indiana, de áreas urbanas e rurais, tem acesso a saneamento básico. No Brasil, por exemplo, o índice é duas vezes maior (83%). Em relação ao número de moradores por residência, a média para os indianos é de 4,6 pessoas, sendo que 16% dos lares são multigeracionais. Tais condições combinadas aumentam as chances de contágio.

O estudo também revela a situação delicada de trabalhadores no país: aproximadamente 89% da força de trabalho é informal e 45% dos trabalhadores formais recebem menos de um salário mínimo por mês. Além disso, aproximadamente 122 milhões de pessoas perderam seus empregos após o isolamento. Em termos de investimento do estado para combater a pandemia, o governo indiano utilizou 2,7% da verba pública em auxílios sociais. Na Alemanha, o índice de investimento do governo é de 25,1% e no Brasil, 16,7%.

Os países asiáticos adotaram medidas distintas para enfrentar a pandemia. A Arábia Saudita, por exemplo, levou mais tempo para impor restrições e adotou medidas mais brandas. Entretanto, as normas se tornaram mais rígidas à medida em que os casos foram aumentando no país. Já Bangladesh e Paquistão estabeleceram normas mais rígidas logo no início da pandemia e, assim como a Índia, começam a reabrir a economia gradualmente.

Análise BCG – Covid Radar (Ásia)

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