Estudos apontam subnotificação de 10x no número de casos no Brasil

De acordo com o Boston Consulting Group, na média nacional Covid-19 pode ter atingido dez vezes mais pessoas que o apontado pelos registros oficiais; índices de subnotificação também são preocupantes em outras partes do mundo

Estudos compilados pelo Boston Consulting Group (BCG) com o objetivo de identificar o nível de imunização da população e o grau de subnotificação da Covid-19 revelam que o número de casos no País pode ser dez vezes maior que os apontados nos registros oficiais, com importantes variações entre bairros, regiões e cidades.

A situação mais grave foi identificada na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde o índice de contaminados pode ser 62 vezes maior que o notificado. Dados de 22 de junho indicam que a taxa de pessoas com anticorpos para a Covid-19 gira em torno de 23% na favela carioca, enquanto a taxa de casos confirmados é de apenas 0,37% dos moradores.

As taxas de subnotificação também são significativas em outras regiões do país. No Espírito Santo, por exemplo, estima-se que o número de pessoas infectadas pelo coronavírus seja 22 vezes maior.

O BCG também reuniu estudos sobre a subnotificação em outros países e em várias localidades a realidade não é muito diferente do retrato brasileiro. Em Madri, capital espanhola, estima-se que o número seja 11 vezes superior aos registros oficiais. Dados do início de maio apontam que 11,3% da população pode possuir os anticorpos para a Covid-19, sendo que apenas 1% entrou para as estatísticas oficiais. Em Nova York, a estimativa é de que o número seja 10 vezes superior. Mesmo em países com alta soroprevalência, as medianas das estimativas não ultrapassam 20%, muito longe do que estudos mostram ser uma faixa que poderia indicar imunidade de rebanho da população (50% a 90% de imunidade).

O estudo SeroTracker, liderado por um grupo de estudo integrado por pesquisadores das Universidades de Toronto, Waterloo e Harvard, compilou resultados de pesquisas realizadas em diversas nações. Ao comparar as taxas dos países, é possível notar que a subnotificação é um grande desafio, especialmente para alguns nações da Europa. França e Itália, por exemplo, podem ter taxas de 61 e 38 vezes, respectivamente. Nos Estados Unidos, a subnotificação é de 8 vezes quando comparada aos registros oficiais.

 

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